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Agronegócio/Meio Ambiente Fauna silvestre

Governo investe R$ 1 milhão na proteção da fauna silvestre

Entre as Iniciativas Pró-Fauna estão a implantação e a manutenção de centros para apoio e triagem desses animais e a gestão compartilhada da fauna silvestre com os municípios.

22/06/2020 19h41
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Por: Redação Fonte: Redação
Os Cafs e Cetas são centros parceiros, planejados e distribuídos estrategicamente no Paraná, para tratamento da fauna silvestre vitimada pelo comércio ilegal, tráfico, cativeiro irregular e de maus-tratos.
Os Cafs e Cetas são centros parceiros, planejados e distribuídos estrategicamente no Paraná, para tratamento da fauna silvestre vitimada pelo comércio ilegal, tráfico, cativeiro irregular e de maus-tratos.

O Governo do Estado está investindo R$ 1 milhão em um conjunto de ações para a preservação da fauna silvestre. Os recursos serão aplicados em iniciativas pró-fauna, voltadas para a gestão e conservação de espécies presentes no bioma paranaense e na educação ambiental.

Entre as Iniciativas Pró-Fauna está a implantação e a manutenção de Centros de Apoio a Fauna Silvestre (Cafs) e de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), estrategicamente distribuídos no Estado. Os equipamentos são resultados de parcerias com apoiadores da causa, implantados para o recebimento, triagem, tratamento, reabilitação e destinação de fauna silvestre nativa e exótica apreendida em todo o Estado.

Além desses centros, há outras medidas e projetos já em andamento. Alguns exemplos são o Prode-Fauna – para promover a gestão de fauna silvestre compartilhada com os municípios – e o cadastramento de áreas de soltura e de reabilitação de animais silvestres, que integram o programa Voo Livre.

De acordo com o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, o investimento se deu em virtude da urgência de mudança de comportamento em relação à gestão e ao manejo dos animais em situação de risco e de ilegalidade. “São esforções compartilhados e empenhados entre o Instituto Água e Terra e demais atores desse processo para melhorar efetivamente a situação da fauna vitimada”.

O presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz da Costa Souza, ressalta que o órgão ambiental ainda estuda outras formas de apoio financeiro a estes centros. A ideia, diz ele, é que novos Cafs sejam implantados de forma estratégica no Estado, ampliando a fiscalização de ilícitos praticados contra a fauna, sobretudo o tráfico de animais.

Souza cita, ainda, que o funcionamento dos Cafs e dos Cetas previstos conta com o estabelecimento de diferentes tipos de parcerias que estão em vias de formalização, especialmente com prefeituras e instituições de ensino e pesquisa que detêm os cursos de Medicina Veterinária e Biologia.

“Para atuar com estes centros, o Instituto Água e Terra fará o cadastramento de áreas de soltura de animais silvestres, as chamadas Asas, e de áreas de reabilitação de animais silvestres, as Aras, no âmbito do Programa Voo Livre, programa lançado recentemente”.

NA PRÁTICA – Os Cafs e Cetas são centros parceiros, planejados e distribuídos estrategicamente no Paraná, para tratamento da fauna silvestre vitimada pelo comércio ilegal, tráfico, cativeiro irregular e de maus-tratos. Essas parcerias ampliam a ação dos escritórios regionais do Instituto Água e Terra e do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde.

Estão previstas inicialmente a implantação e a manutenção de cinco Cafs e de um Cetas mediante de recursos aprovados junto ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), além de outros recursos provenientes do Programa de Conversão de Multas e de condicionantes do licenciamento ambiental, ainda em estudo para implantação.

Conforme destaca a bióloga Paula Vidolin, doutora em Conservação da Natureza e coordenadora do Setor de Fauna do Instituto Água e Terra, os recursos previstos contemplam, ainda, a implantação de um sistema estadual de marcação individual dos animais silvestres apreendidos, possibilitando a rastreabilidade após a destinação final das espécies.

PRODE-FAUNA - Programa de Defesa da Fauna Silvestre visa promover a gestão de fauna silvestre compartilhada com os municípios, oferecendo alternativas para a execução das ações de fiscalização, apreensão, resgate e destinação, além da capacitação de equipes técnicas das áreas de manejo de fauna, dentro e fora do seu ambiente natural, para um atendimento mais eficaz.

De acordo com Paula, alguns municípios têm manifestado a preocupação e o interesse de agir e adotar providências em relação às necessidades da fauna silvestre. Nesse sentido, o IAT definiu alguns arranjos locais, considerando cenário favorável para a gestão de fauna compartilhada com o Estado, sobretudo para a implantação e manutenção dos Cafs ou Cetas ou para Aras e Asas.

A partir desse diálogo surgiu o Cetas Metropolitano, um projeto-piloto de implantação e manutenção do Centro de Triagem de Animais Silvestres que atenderá, principalmente, Curitiba e Região Metropolitana – apenas os municípios envolvidos na parceria. Em breve, o instituto deve divulgar o formato e critérios de funcionamento.

No projeto consta a criação, em caráter experimental, do Atendimento Móvel de Animais Silvestres (Amas), especialmente sinantrópica, cujas interações e o convívio com a população humana são vistos de forma negativa. O Amas tem como objetivo a execução de atividades de suporte ao resgate e retirada de fauna silvestre que esteja em risco ou causando risco à população.

A partir da obtenção e avaliação dos resultados deste projeto-piloto, a ideia é estender o modelo de gestão compartilhada para todo o Estado do Paraná. Fonte AEN.

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