
O turismo no Brasil tem muito a crescer nos próximos anos. O setor, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19, vê suas atividades em crescimento há nove meses, período em que acumulou ganhos de 69,6%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços de janeiro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a maior mobilidade da população após a vacinação contra o coronavírus e um cenário de dólar alto frente ao real, esse setor deve se beneficiar nos próximos anos.
Nesse cenário, a tendência é de que grandes grupos hoteleiros expandam sua capacidade. Mas para que o turismo brasileiro cresça de forma sustentada e saudável, são necessários mais investimentos no setor. E em um cenário de juros elevados, o mercado de capitais vem ganhando representatividade como financiador de grandes projetos. “Passados alguns anos desde os primeiros empreendimentos multipropriedade, os investidores começam a olhar para o setor de hotelaria com mais interesse”, afirma Juliana Mello, sócia e diretora da securitizadora Fortesec. A empresa estrutura e emite títulos que funcionam como alternativa às linhas mais tradicionais de financiamento. Uma das modalidades que atende ao mercado de turismo é a multipropriedade.
O setor de multipropriedade foi muito resiliente na pandemia, apesar dos desafios vividos pelo turismo, conta Juliana. “Achávamos que esses ativos iriam sofrer, mas as operações continuaram pagando suas obrigações mensais. Isso foi muito importante para o mercado como um todo”, diz.
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